Se os únicos aviões que pudessem voar fossem aqueles
capazes de fazer um vôo perfeito, nenhum veículo
aéreo jamais sairia do solo. Todo avião sai da rota
e tem que ser corrigido, o tempo todo. O vôo perfeito
não existe nem nos melhores simuladores.
Se os únicos bebês que pudessem nascer fossem aqueles
geneticamente perfeitos, morreríamos todos em poucos
segundos. A civilização humana seria varrida da Terra;
somos altamente adaptáveis, mas não perfeitos.
Se apenas os computadores perfeitos pudessem ser
vendidos, ainda estaríamos usando ábacos ou pedrinhas
na areia, para fazer contas. E você não estaria lendo
esse meu texto, em seu computador imperfeito.
A perfeição, portanto, é um conceito abstrato
totalmente inatingível por qualquer criatura viva.
Qualquer pessoa que tenha absoluta certeza de ter
feito algo perfeito, provavelmente tem uma capacidade
de avaliação crítica muito imperfeita, pois acredita
que o que realizou não pode ser melhorado por outros.
Tudo o que nós fazemos pode ser melhorado. Sempre.
Pessoas que querem fazer só aquilo que for perfeito,
não fazem coisa alguma.
Claro que devemos tentar atingir a perfeição, desde
que tenhamos na mente que ela é inatingível. É como
a frase que diz: “aponte para as estrelas... e você
poderá atingir a lua”.
Temos que mirar alto, mas aceitar que a mira é menos
importante do que o alvo real.
E o alvo real tem que ser terminar o que você começou.
O alvo real é produzir o que você se propôs a produzir.
O alvo real é realizar a idéia, o conceito, o projeto.
Milhões de pessoas perdem tempo inestimável de vida,
“dourando o ouro e polindo a prata”, isto é, pensando
tanto em como seu projeto, proposta, idéia, invenção,
casamento, filhos, pais, países, escolas, amigos,
livros, casas... tem que ser perfeitos que, no final,
o projeto não sai perfeito, nem imperfeito.
Simplesmente, não sai.É melhor o imperfeito feito que
o perfeito não feito. Sempre. Porque quando você faz
algo imperfeito, você já sabe qual ponto deve ser
corrigido e melhorado, da próxima vez. Assim, você
vai indo em direção à perfeição usando a técnica das
aproximações sucessivas. O velho sistema de
erro-e-acerto.
Mas, você só pode melhorar aquilo que já existe!
Por isso, primeiro faça a coisa existir, depois você
fica livre para pegar aquilo que já existe, e melhorar.
Não caia no conto da perfeição. Apenas faça agora
aquilo que tem que ser feito. Mesmo que o resultado
seja imperfeito. Porque, como eu sempre digo, é melhor
o imperfeito feito que o perfeito não feito.
Eu gosto do impossível, tenho medo do provável, dou risada do ridículo e choro porque tenho vontade, mas nem sempre tenho motivo Tenho um sorriso confiante que as vezes não demonstra o tanto de insegurança por trás dele Sou inconstante e talvez imprevisível Não gosto de rotina. Eu amo de verdade aqueles pra quem eu digo isso, e me irrito de forma inexplicável quando não botam fé nas minhas palavras Nem sempre coloco em prática aquilo que eu julgo certo,este é meu jeito complicado de ser
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